Sete recomendações para um sobrevivente do apocalipse:
1) Se tiver visão e audição, não creia em tudo que elas captarem;
2) Se quiser fazer o bem, faça-o sem expectativa de retorno;
3) Se discordar de um trabalho alheio, faça melhor sem criticar;
4) Se criar um objeto de troca, não o acumule, nem o cobice;
5) Se errar, perdoe-se o bastante para voltar atrás e acertar;
6) Se prometer, lembre-se de cumprir ou de retratar-se;
7) Se perder de vez a esperança, pelo menos encontre a fé.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
O Vento Sem o Tempo.
Imerso em rotinas,
Ouvi seus apelos;
Você, minha natureza,
Pedindo atenção.
Sacudindo cortinas,
Desmanchando cabelos;
Conduzindo beleza,
Ofertando perdão.
Você vinha no vento,
E eu me via sem tempo.
Só quando veio o silêncio,
É que o meu tempo passou.
Não odeio você, nem me perdoo;
Não sei quem dos dois merece.
Creio que o destino ao qual voo
Não é tão ruim como parece.
Mas se não é bom para você,
Fique, nem que seja por amar.
O vento lhe trará notícias se,
Algum dia, o tempo voltar.
Ouvi seus apelos;
Você, minha natureza,
Pedindo atenção.
Sacudindo cortinas,
Desmanchando cabelos;
Conduzindo beleza,
Ofertando perdão.
Você vinha no vento,
E eu me via sem tempo.
Só quando veio o silêncio,
É que o meu tempo passou.
Não odeio você, nem me perdoo;
Não sei quem dos dois merece.
Creio que o destino ao qual voo
Não é tão ruim como parece.
Mas se não é bom para você,
Fique, nem que seja por amar.
O vento lhe trará notícias se,
Algum dia, o tempo voltar.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Soneto da Lareira.
Além de cinza, tudo gelado.
Dia perfeito para nada.
Há muitos degraus na escada,
Mas o mundo está parado.
De um lado, vê-se a sala vazia.
Do outro, a vigia é a tarde fria.
Tudo embaçado, nada de sol...
Companhia, só um cachecol.
Como vinho bom não precisa ser caro,
À noite pode haver sol em seu olhar,
À beira da lareira da sala de estar.
Ao som tranquilo do seu suspirar,
O amor parecerá muito mais claro,
Quando, finalmente, o fogo se apagar.
Dia perfeito para nada.
Há muitos degraus na escada,
Mas o mundo está parado.
De um lado, vê-se a sala vazia.
Do outro, a vigia é a tarde fria.
Tudo embaçado, nada de sol...
Companhia, só um cachecol.
Como vinho bom não precisa ser caro,
À noite pode haver sol em seu olhar,
À beira da lareira da sala de estar.
Ao som tranquilo do seu suspirar,
O amor parecerá muito mais claro,
Quando, finalmente, o fogo se apagar.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Mesmice ao quadrado no planalto.
Acabo de tomar conhecimento, através de uma reportagem publicada pela Folha on-line, da composição do grupo abaixo:
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Eliseu Resende (DEM-MG)
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Gim Argello (PTB-DF)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
Inácio Arruda (PC do B-CE)
Informa a reportagem que, ao ser questionado se o colegiado ficaria desacreditado pela ligação dele com os denunciados José Sarney e Renan Calheiros, o Sr. Paulo Duque (PMDB-RJ), recém-eleito presidente do conselho, reconheceu que sua atuação não será totalmente independente. "Não existe independência total na política", afirmou. Duque tem nas mãos o poder de rejeitar sumariamente as denúncias e representações contra senadores. "Não tenho conhecimento das denúncias, mas vamos analisar durante o recesso", disse.
Não sei porque, mas esse brilhante "conselho de ética" me faz lembrar, como se tivesse acabado de escrever agora, a crônica "Pizzaria Federal", que escrevi em 2007:
http://italo-jr.blogspot.com/2007/11/pizzaria-federal.html
Coincidentemente, assim como naquela época em que escrevi a crônica acima, no último final de semana eu também estava em Brasília, que por sinal, se esvaziou tanto no domingo, que o aeroporto entrou em colapso, com atrasos intoleráveis e filas intermináveis nos guichês de atendimento da maioria das caras e subdimensionadas companhias aéreas brasileiras, levando à inacreditável piora do rotineiramente péssimo nível de serviços daquele aeroporto.
Infelizmente, as coincidências provavelmente, não pararão por aí...
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Eliseu Resende (DEM-MG)
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Gim Argello (PTB-DF)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
Inácio Arruda (PC do B-CE)
Informa a reportagem que, ao ser questionado se o colegiado ficaria desacreditado pela ligação dele com os denunciados José Sarney e Renan Calheiros, o Sr. Paulo Duque (PMDB-RJ), recém-eleito presidente do conselho, reconheceu que sua atuação não será totalmente independente. "Não existe independência total na política", afirmou. Duque tem nas mãos o poder de rejeitar sumariamente as denúncias e representações contra senadores. "Não tenho conhecimento das denúncias, mas vamos analisar durante o recesso", disse.
Não sei porque, mas esse brilhante "conselho de ética" me faz lembrar, como se tivesse acabado de escrever agora, a crônica "Pizzaria Federal", que escrevi em 2007:
http://italo-jr.blogspot.com/2007/11/pizzaria-federal.html
Coincidentemente, assim como naquela época em que escrevi a crônica acima, no último final de semana eu também estava em Brasília, que por sinal, se esvaziou tanto no domingo, que o aeroporto entrou em colapso, com atrasos intoleráveis e filas intermináveis nos guichês de atendimento da maioria das caras e subdimensionadas companhias aéreas brasileiras, levando à inacreditável piora do rotineiramente péssimo nível de serviços daquele aeroporto.
Infelizmente, as coincidências provavelmente, não pararão por aí...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pequenina.
Ser pequenina é irradiar beleza homeopaticamente, em doses iguais,
E ter a certeza de que o amparo pode tardar, mas não faltará jamais.
É ser um bonsai frondoso rodeado pelas lindas cores do jardim da vida,
E ser tão exuberante quanto as pétalas são para a primavera florida.
É carregar em um sorriso tudo aquilo que acreditar que é preciso.
E sonhar com um castelo de amor onde possa construir seu paraíso.
É se sentir gigante nos momentos em que a luta da vida lhe desafia,
E considerar mais importante cada pessoa querida em quem confia.
É saber que seu aniversário será sempre lembrado,
E querer transformá-lo em um sonho encantado,
Para ter todos aqueles que ama ao seu lado.
É caminhar entre passos de realidade e fantasia,
E acreditar possuir tudo o que mais queria,
Para aceitar como presente esta pequenina poesia.
E ter a certeza de que o amparo pode tardar, mas não faltará jamais.
É ser um bonsai frondoso rodeado pelas lindas cores do jardim da vida,
E ser tão exuberante quanto as pétalas são para a primavera florida.
É carregar em um sorriso tudo aquilo que acreditar que é preciso.
E sonhar com um castelo de amor onde possa construir seu paraíso.
É se sentir gigante nos momentos em que a luta da vida lhe desafia,
E considerar mais importante cada pessoa querida em quem confia.
É saber que seu aniversário será sempre lembrado,
E querer transformá-lo em um sonho encantado,
Para ter todos aqueles que ama ao seu lado.
É caminhar entre passos de realidade e fantasia,
E acreditar possuir tudo o que mais queria,
Para aceitar como presente esta pequenina poesia.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Soneto do Alto da Glória.
...
Daqui do alto, veem-se prédios imóveis que não veem.
Veem-se carros que, apesar de móveis, também não veem.
Vê-se que as pessoas que passam, às vezes, também se veem.
Vê-se que, ultimamente, as pessoas só querem se ver às vezes.
Daqui do alto, parece que tudo que aparece é enorme.
Parece que a saudade, que não aparece, também é enorme.
Parece também que, às vezes, não aparecer, também faz crescer.
Parece que, ultimamente, eu só quero aparecer às vezes.
O alto, nem sempre é da glória, também pode ser da quinze - Espera!
Quinze de novembro é o dia que só aparece uma vez por primavera -
Para quem vive ou vegeta ao sul da linha que ao meio divide a Terra.
Da glória, nem sempre precisa ser o alto, também pode ser a marina -
Aquela das lanchas, no Rio, que apesar de bela, não parece ser gentil -
Que traz a saudade da juventude de outrora, aqui pro Alto da Glória.
Daqui do alto, veem-se prédios imóveis que não veem.
Veem-se carros que, apesar de móveis, também não veem.
Vê-se que as pessoas que passam, às vezes, também se veem.
Vê-se que, ultimamente, as pessoas só querem se ver às vezes.
Daqui do alto, parece que tudo que aparece é enorme.
Parece que a saudade, que não aparece, também é enorme.
Parece também que, às vezes, não aparecer, também faz crescer.
Parece que, ultimamente, eu só quero aparecer às vezes.
O alto, nem sempre é da glória, também pode ser da quinze - Espera!
Quinze de novembro é o dia que só aparece uma vez por primavera -
Para quem vive ou vegeta ao sul da linha que ao meio divide a Terra.
Da glória, nem sempre precisa ser o alto, também pode ser a marina -
Aquela das lanchas, no Rio, que apesar de bela, não parece ser gentil -
Que traz a saudade da juventude de outrora, aqui pro Alto da Glória.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Segunda Gelada
Não, não se trata daquela maravilhosa garrafa de cerveja vestida de noiva que o garçom costuma trazer quando a primeira da noite acaba.
Também não é aquela situação imaginária em que você se encontra no auge do charme, duas pessoas muito atraentes lhe dão a maior bola e você, friamente e com ar decidido, ignora uma após a outra, na ilusão de que o destino reserva alguém melhor para lhe provocar paixão.
É simplesmente um mês de junho que começou, caprichosamente, com uma segunda-feira em que os termômetros, ao serem despertados pela chegada da manhã cinzenta, não precisaram de mais que um dígito solitário para cumprir o seu papel informativo com gélida precisão.
É a natureza, que novamente mostra sua face mais dominadora, aquela que arranca das pessoas a necessidade da procura por calor humano, companheirismo e aconchego, à espera do florescer de uma amena primavera que anuncie triunfante a proximidade de um novo verão.
É o momento da adega se sentir mais fundamental que o freezer.
Das pantufas demodês caminharem mais que as vedetes havaianas.
E dos aquecedores elétricos aumentarem drasticamente de preço...
Também não é aquela situação imaginária em que você se encontra no auge do charme, duas pessoas muito atraentes lhe dão a maior bola e você, friamente e com ar decidido, ignora uma após a outra, na ilusão de que o destino reserva alguém melhor para lhe provocar paixão.
É simplesmente um mês de junho que começou, caprichosamente, com uma segunda-feira em que os termômetros, ao serem despertados pela chegada da manhã cinzenta, não precisaram de mais que um dígito solitário para cumprir o seu papel informativo com gélida precisão.
É a natureza, que novamente mostra sua face mais dominadora, aquela que arranca das pessoas a necessidade da procura por calor humano, companheirismo e aconchego, à espera do florescer de uma amena primavera que anuncie triunfante a proximidade de um novo verão.
É o momento da adega se sentir mais fundamental que o freezer.
Das pantufas demodês caminharem mais que as vedetes havaianas.
E dos aquecedores elétricos aumentarem drasticamente de preço...
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